57 | Se eu Ficar


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Neste episódio, Rafael Franças (@literariocast), Anna Schermak (@annaschermak) e Larissa Siriani (@LarissaSiriani) bateram um papo sobre o livro Se eu Ficar escrito pela autora Gayle Forman e sobre sua respectiva adaptação. Programa LIVRE de Spoilers.

 

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  • Nicolas Ueda – 20 anos – Curitiba/PR

    Oi gente, tudo bem?

    Bom, eu não vim aqui falar do livro e/ou filme do Se eu Ficar, até porque ainda não vi nenhuma das obras, e seria contraditório ao meu ver, dar uma opinião antes disso. O que quero dizer, é mais a respeito de obras de drama/romance, que batem na questão emocional.

    Eu sempre me considerei muito “coração de pedra”, existem pouquíssimos filmes que me fizeram chorar, ou ao menos ficar com aquele nó na garganta. E não digo isso pra parecer ‘fodão” nem nada assim, só acho que é difícil eu criar uma conexão com alguma obra ficcional, a ponto de relembrar situações tristes, ou não, que tive, e me emocionar. Sempre vejo a ficção mais como uma forma de olhar à frente, questionar sobre adiante, e não sobre o passado, as lembranças…

    Constantemente fico achando que as histórias estão querendo me manipular com muito dramalhão e emoção. Acredito que existam sim, obras que utilizem desse artifício. Mas talvez seja questão mesmo da linguagem e com quem elas se comunicam. Normalmente, não comigo.

    Existe um filme, chamado Estão todos bem, com o Robert De Niro, que foi o caso contrário disso, e que senti essa certa emoção. O filme nem é uma grande obra, mas o personagem principal do De Niro, me fez lembrar muito meu pai. E ver todos perrengues que ele passa, me fez ficar mal, pensando na figura do meu pai naquela situação. Mas quem sabe pra outras pessoas, possa ter soado, como eu disse, dramalhão.

    Enfim.

    No fim, é mais um ponto de se reconhecer com as histórias.

    E é só. Até! 🙂

    • Pois é, é complicado cara. Pra se emocionar com qualquer obra você tem que se identificar com algum personagem ou uma situação. Se isso não acontece fica difícil mesmo.

      • Sim, verdade. Às vezes eu até gostaria de poder aproveitar e gostar de mais obras de drama, e principalmente de romance. Pra poder ter um gosto mais variado, ver vários tipos de obras. Mas simplesmente não consigo engolir.

        Lembro de um tempo atrás, fui tentar ver o filme O Som do Coração. Desliguei antes de 15 minutos de filme, achei muito lenga lenga. Mas né… :/

        • Olha aí.. desse eu gostei! kkk

          • Anna S. Alves

            Eu e o Rafael somos duas manteigas derretidas com filme/livro mesmo.

    • Catherine Campestrini Bittenco

      No caso da obra que estamos comentando, o problema não foi exatamente a linguagem, mas a falta de conteúdo de um personagem. E isso, de verdade, eu tenho sentido falta nessa nova leva de livros que nos são apresentados. Acho que por eu estar nesse processo criativo, meu senso crítico, que sempre foi muito crítico, tornou-se insuportável. De que adianta uma trama espetacular se o seu personagem não tem conteúdo e não tem luta de emoções dentro dele? O bom personagem te incomoda de maneira boa, te faz parar pra pensar, questionar, se irritar e, no final das contas, te faz enxergar algo que antes você não via. Com a Mia eu não tive nada disso. Eu vi uma adolescente boba que se pegava na mania patética de adorar algo tão lindo quanto a música e simplesmente ver essa mesma paixão como um problema. Por Deus! Música sempre foi a solução na minha vida. Eu tenho o gosto mais peculiar dentro de casa: amo música erudita, amo musicais, amo música italiana. Meu irmão e minha mãe gostam de rock e, sinceramente, eu acho ótimo termos gostos diversos. Porque sempre vi a diversidade como ferramenta para o desenvolvimento como ser humano. Provavelmente por esta razão a Mia tenha me irritado tanto, tenha me soado tão vazia, quando eu sei que artistas, sejam eles quais forem, são aqueles que mais emitem emoções através de seus trabalhos.

      • Bom, eu não posso comentar sobre o filme ou livro do episódio, já que não li, mas entendo bem a questão de não se identificar com o protagonista. Às vezes é muito mais fácil empatizar com os coadjuvantes ou antagonistas, do que o próprio personagem principal da história. E em histórias adolescentes isso fica ainda mais difícil, ao menos pra mim.

        Mas acredito que nem sempre são necessários super personagens complexos pra uma obra funcionar, se ela for bem feita/escrita, e tiver aspectos que atraiam o público além dos personagens, como o ambiente, a narrativa, o plot, etc. 🙂

  • Catherine Campestrini Bittenco

    Sei que soarei grosseira. Provavelmente serei a única que comentário algo tão ruim sobre o enredo de Se eu ficar.
    Atualmente eu estou me arriscando em criar algo meu. E, como futura escritora, eu achei que Se eu ficar acrescentaria emoções que me permitiriam melhorar a minha escrita. Mas, sinceramente, como me arrependi. Esse livro não acrescentou em nada na minha vida literária.
    Mia é uma garota de 16/17 que precisa decidir se quer ou não continuar viva. E, provavelmente, isso não convenceu como trama. Mas, o que raios é a Mia? Uma musicista clássica que acha que não se encaixa à sua realidade, já que os pais e o irmãozinho são roqueiros. Ah, o namorado, o Adam, é outro roqueiro que simplesmente não teve química nenhuma. Por que raios ela decidiu que o problema dessa menina era se sentir um patinho feio só porque ela é musicista clássica? Gente, eu toco flauta transversal, flauta doce, piano e teclado e, não entendo como isso pode ser uma grande problemática. Será que a autora nunca viu um concerto do Metallica com uma baita orquestra sinfônica ao fundo? Música é construída por ritmos, batidas, melodias mescladas em prol da arte. E é isso que a Mia demora uma eternidade pra entender. Que os gêneros mesclam-se e a única linguagem capaz de derrubar barreiras.
    Sinceramente, eu não me emocionei. Não me identifiquei em absolutamente nada. Aos 16 eu jamais vi a vida de modo tão idiota quanto a Mia. Eu sempre quis bater o pé e levar minha experiência para o mundo. Como eu disse e repito: Mia é vazia, sem muitas expectativas e intensidade pra levar um romance adiante.

    • De fato, unir música clássica e algo relacionado ao rock não é novidade nenhuma. E também é fato que a Mia está longe de ser uma boa protagonista. Como dissemos durante o cast, gostamos da obra como um todo pelo fato de nos colocarmos no lugar dos personagens em certas situações e nos perguntarmos “o que eu faria?”. Acredito que a obra tem bastantes falhas mas também não é de todo ruim.

      • Catherine Campestrini Bittenco

        Então, esse foi um dos meus problemas. Eu não consegui me colocar no lugar dela. Não sei se pelo fato de eu já ter perdido dois familiares amados e ter compreendido há anos que a vida continua e que são as nossas escolhas que nos tornam quem somos, ou seja lá qual foi a razão que me fez simplesmente ignorar a Mia por inteiro.
        Eu acho que os motivos apresentados pela autora com relação a permanência da Mia no mundo físico foram, no final das contas, extremamente fracos. Porque ela se fazia muito mais de vítima, a patinho feio que não se encaixa em lugar nenhum, do que a adolescente que quer viver de música e mostrar ao mundo que ela é uma lutadora.

        • Concordo contigo, e foi por isso que eu gostei mais do segundo livro! Por não ser ela a protagonista e por nos apresentar una outra versão da mesma história.

  • Olá!
    Eu queria ter lido Se eu ficar, mas fui desmotivado pelas críticas negativas que li em alguns blogs. Mas vi o filme. Às vezes, aquilo que compreendemos de um personagem é mais amplo do que o autor quis transmitir, por isso não sei dizer se o que abstraí de Mia foi algo desenvolvido dessa forma, ou apenas minha percepção pessoal. Ao contrário do que li e ouvi, achei Mia bastante complexa e bem construída. Ela é desde o primeiro momento insegura, introvertida, indecisa e desmotivada, exatamente o oposto da família e de Adam. Ela encontra na música clássica, normalmente introspectiva, um ponto focal, como se fosse uma proteção para um ambiente que ela considera hostil e incapaz de enfrentar. A forma de se proteger é justamente sua frieza diante de sentimentos explosivos quanto o amor. Adam entra na vida dela como uma tempestade que bagunça todos os seus conceitos e a expõe a ter que enfrentar seus medos e seus sentimentos para mantê-lo. Até a última cena do filme, achei que Mia nunca chegou a amar verdadeiramente Adam. Ela foi incapaz de abrir mão de qualquer coisa em favor dele. É ele quem precisa abrir mão para que ela volte. E não me refiro apenas à questão profissional. Durante o tempo que ela está no hospital, colocando na balança os motivos para permanecer ou ir embora, a autora apresenta apenas motivos para ela desistir. Tanto que Adam não consegue se aproximar dela, e quanto tenta, sempre acontece algo para impedir. Apenas no final, depois que todos os motivos para ela ir embora foram apresentados, e através da música, Adam tem sucesso, e aí o peso do amor que ela sente por ele consegue equilibrar uma balança que pendia demasiado para apenas um lado. Infelizmente, pode ser que tudo o que escrevi esteja errado, uma vez que o segundo livro conta que eles se separaram logo após ela se recuperar. Não sei o motivo, uma vez que não li, mas se não for bem explicado, talvez minha primeira impressão de que ela nunca o amou de verdade esteja correta. Também não sei se vou ler…rsss teria que comprar o primeiro livro para manter a sequência 😉
    Ah, uma última observação: ela só tem 17 anos (acho) e nessa idade é comum darmos mais importância para nossa família do que para as paixões. Nessa fase, normalmente, ainda não temos o cordão umbilical emocional cortado, por isso também compreendo a vontade de Mia em desistir de tudo por causa da família. Achamos que nunca teremos condições de criar nossa própria família sem a ajuda de nossos pais e irmãos. Felizmente, isso não é verdade 😉 Só quando encontramos um amor verdadeiro, ou temos um filho, é que descobrimos a responsabilidade e a beleza de nossa individualidade.
    Ótimo podcast, parabéns!

    • Opa, tudo bom Carlos? Lendo o seu texto eu concordei bastante quando você fala que o Adam deixou mais coisas de lado por conta da paixão do que a Mia. No filme fica evidente isso na cena final onde Adam fala que vai se mudar junto com ela POR ela ter passado naquela seleção. E o fato de ele ter falado que ela passou com certeza pesou na decisão dela de ficar. No segundo livro eles se separam justamente por..

      SPOILER ALERT

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      Por ela culpar ele por ficar. Mesmo bem sucedida ela acredita que seria ter morrido e não encarar as consequências e culpa o Adam por ele ter convencido ela ficar. Recomendo você ler os livros. O primeiro não muda muita coisa do filme, só existem cenas melhores, mas a obra no geral está ali. Se você se sentir confortável pode ir direto para a continuação que não tem problema. Até mais e obrigado por comentar cara!

      • Sério que ela termina com Adam por causa disso? Putz! Ela não morre, segue a vida, consegue o que sonhava profissionalmente, tem um cara que a ama… e termina com ele pela tentativa de a manter viva? Sendo que a decisão foi dela. Sempre foi, na verdade. Bem, ainda bem que não gastei grana no primeiro e nem no segundo livro…rssss 😉
        Um coisa que não disse no primeiro comentário, porque esqueci, é sobre aquilo que vocês disseram sobre se colocarem na situação da personagem e se emocionarem ao se imaginarem da mesma forma com pessoas de quem gostam. Esse foi um dos motivos que suspeitei do livro fracassar no proposto. Quero dizer o seguinte: acho que uma história atinge seu objetivo – se seu objetivo for emocionar, claro -, quando ela emociona pelo que ela é, por seus personagens e pelo que acontece com eles, e não quando o leitor precisar buscar na sua vivência situações semelhantes para conseguir sentir alguma coisa. Enfim, escrevi demais, de novo… desculpa. Abs!!!

        • Concordo contigo cara. Como a Anna disse: o livro é feito para um público alvo. Eu fiz parte desse público, por isso me emocionei em algumas situações.

  • Anderson Mattozinhos

    Hangout não perco por nada rsrs.

  • 35, jornalista e bibliotecária, Vancouver, Canadá

    Que fofo que vocês sentiram falta dos meus comentários nos últimos casts! 🙂 Eu tenho minhas fases de áudio, e estava escutando audiolivros nas últimas semanas, por isso não tinha tempo pra ouvir os podcasts, mas já estou tentando recuperar o que perdi.

    Eba! Recebi beijinho da Anna! 🙂 Outro pra você, xará!

    Então, eu não li o livro, mas vi o filme e achei bem fofo. Mas fiquei super curiosa com o que vocês comentaram sobre algumas cenas do livro que não foram feitas no filme. Eu nem ia ler o livro, mas agora acho que vou ter que ler. Ainda bem que parece que não leva muito tempo, já que a Anna leu em um dia. (Se bem que a Larissa parece não concordar muito! *risos*)

    Queria comentar sobre a questão dos flashbacks. A Larissa, e acho que o Rafael também, disseram que eram desnecessários ou só encheção de linguiça. Como eu não li o livro, pode ser que no texto não tenha sido muito bem construído esse vai-e-vem temporal, mas acho que no filme foi fundamental sim. E mesmo no livro, imagino que se não houvessem os flashbacks, muita coisa ficaria sem resposta e a trama ainda mais vazia porque seria só a Mia no hospital decidindo se ficava ou não. Acho que o passado dela é necessário pra gente ver as razões pelas quais ela faz a escolha que faz e o porquê de tanta dúvida.

    Amei a trilha sonora do filme também! Ficou muito dez a edição com as músicas do filme, Rafael. Parabéns!

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