64 | Livros para sambar na cara da sociedade!


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Neste episódio, Rafael Franças (@literariocast), Anna Schermak (@annaschermak) e Larissa Siriani (@LarissaSiriani) bateram um papo sobre livros que fazem a gente pensar sobre o mundo, ou sobre nós mesmos, de uma forma diferente. Resumindo: livros que sambam na cara da sociedade!

 

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  • Catherine Campestrini Bittenco

    O que eu posso dizer a respeito desse último programa? Vocês falaram justamente sobre algo que cotidianamente eu tenho questionado, tenho lido, pesquisado e escrito. Porque, de verdade, todo mundo gosta e sente prazer em sambar na cara da sociedade. E, acredite, há muitos livros que realizam este tipo de sensação.

    Eu acho sim que há muitos livros no mercado editorial que fala justamente dessa batalha, dessa luta em busca da utopia. Em como tá tudo errado e o quanto esses erros contínuos tem denegrido o mundo em que vivemos. O que ocorre, é uma série de coisas que tornam essas visões longínquas aos adolescentes. Porque, sejamos sinceros: pelo o quê o jovem tem realmente se interessado? O quanto ele interessa conhecer? Em uma sociedade extremamente consumista e cada vez mais “autista”, como se a interação social fosse capaz de acontecer somente se cada um dos jovens ao redor de uma mesa estiver conectado à Internet, o que de verdade podemos esperar? As suas realidades, ao menos o que me parece, é a ideia de que eles precisam consumir, precisam consumir imagens, sons, status. Isso eu enxerguei claramente ao ler Hunger Games. Porque não apenas os jovens, mas os adultos, precisam consumir o mundo como se não houvesse mais nada importante para fazer a respeito.

    Há batalhas mais sérias. Há lutas mais importantes. Pessoal, olha a merda toda com relação à Petrobrás? Quanto foi desviado? Quantos é desviado não apenas por esta empresa, assim como times de futebol que estão caindo em ruínas? Eu moro em Santos-SP e atualmente muitos clientes que aparecem no meu serviço tem comentado sobre o time do Santos FC e o fato de uma equipe, de um nome de peso como este ter quebrado. Porque o Santos ganhou muito dinheiro com as muitas vendas de craques como Neymar e, mesmo assim, o rombo é grande. Mas, okay, voltando ao meu pensamento original, os problemas existem. Há muito que devemos lutar e, ainda assim, preferimos permanecer sentados, com um balde imenso de pipoca, adorando ver o circo pegar fogo na casa do vizinho. Sabe o que parece? Enquanto a merda não explodir na nossa cara, tá tudo bem, tudo certo.

    Eu nunca fui o tipo de pessoa acomodada. Talvez o tenha sido quando pequena porque meus pais sempre tentaram me proteger. Acho que hoje, aos 31 anos, eles ainda gostariam de me ver dentro de uma bolha gigante. Mas, aos 11 anos de idade, eu bati o pé e disse que precisava crescer porque eu sempre enxerguei a finitude da vida e o quanto mais rápido eu aprendesse a crescer, mais fácil seria quando eu não os tivesse ao meu lado. O bom dessa “liberdade” foi ter experimentado coisas novas, dentre elas leituras questionadoras, protagonistas birrentos e que lutavam pelas suas crenças. E, vocês estão completamente certos quando disseram que a obra torna-se memorável a partir do momento que o leitor passa por uma situação parecida, ou conhece alguém que passou por aquilo que o livro apresenta.

    Atualmente, acho que os adolescentes de 16 anos ainda não estão abertos ao mundo. Talvez, na faculdade, quando passarão a ter matérias sociais, antropológicas, morais e filosóficas. E isso quando possuem. Tenho uma amiga que faz cinema e eu simplesmente acho absurdo ela ter tido ano passado aula de antropologia através de video-aulas. De verdade, como isso é possível? Quando eu cursei a faculdade de Jornalismo, tive antropologia no primeiro ano e em sala de aula. E eu adorava porque a professora lançava questões sociais críticas e quando dávamos conta, a discussão nos abria parâmetros inimagináveis. E, quando eu mesma percebia, estava lendo alguma literatura que viesse de encontro com essas questões, mas de modo mais profundo. Eu acho que falta isso dentro das escolas. Falta isso dentro das casas. Falta diálogo, falta o pai estourar a bolha do filho adolescente e levá-lo à realidade e mostrar tudo que ele, o jovem, ainda pode fazer pra mudar a realidade.

    Sobre Hunger Games, a Suzanne Collins nunca quis que o romance entre Katniss e Peeta ocorresse. Quando ela criou a obra, a editora disse que o livro não venderia, caso ela não criasse um cenário romântico. E quer saber o que eu acho? É verdade. Infelizmente, para você alcançar as pessoas, mesmo que seja para encorajá-las a uma discussão mais profunda, você precisa criar artifícios, coisas tolas e superficiais, para só então lhes servir o prato principal.

    Peço desculpas por mais uma vez me estender tanto no comentário. Eu simplesmente adoro falar a respeito de assuntos questionados e polêmicos. Mais uma vez vocês estão de parabéns!

    • Obrigado mais uma vez pelo comentário gigantesco Catherine rs

      Você tocou em pontos muito importantes que não couberam no cast, como os escândalos de corrupção no Brasil. São coisas evidentes, que está em qualquer jornal todos os dias mas poucos abrem os olhos pra isso. Jovens então, nem sabe o que está ocorrendo por que não é do interesse deles no momento. E infelizmente eu concordo. E como dissemos no cast, cabe criar artifícios, talvez até na escola, de apresentar todos esses fatos de um a forma direta e concisa. Informar e alertar os mesmos que o que está ocorrendo agora vai interferir diretamente na vida adulta deles. Enfim… a caminhada pra isso acontecer ainda é longa.

  • Nicolas Ueda – 20 anos – Curitiba/PR

    Tem alguém que acho que samba bonito na cara da sociedade, e o nome dele é Maurício de Souza. Acho incrível como uma série de histórias, até nos dias de hoje, consegue dialogar e apresentar o mundo da leitura pra crianças e jovens, de forma muito melhor que qualquer colégio ou lei.

    Vocês citaram o 1984, mas acho que também vale citar o A Revolução dos Bichos. Por que ele trata de uma forma mais leve a crítica social, o que torna mais acessível pra leitores mais leigos. Mas ao mesmo tempo o livro não peca nas metáforas e sarcasmo, pontos que considero muito quando é pra dar pontadas na nossa sociedade.

    Não consigo pensar em um livro exato, que tenha mudado minha forma de enxergar as coisas. É lendo um pouco de tudo, e observando e me questionando sobre as coisas, que vou construindo os pontos de vista. Até hoje é assim. As histórias servem mais de catalisador. 🙂

    Até!

    • Opa, tudo bom Nicolas? Muito bem lembrado cara! Maurício de Souza é um dos caras que poucos que lembram dos seus feitos e como esses aconteceram. Concordo muito contigo quando você fala que ele tem uma maneira única de dialogar com as crianças (o que é muito difícil). Passar princípios de ética e moral para crianças de uma maneira divertida é sambar muito na cara! Até mais.

  • LivroCast

    Amigos, tudo bem?

    Não sou adolescente (sério, Marcelo?), mas vim aqui deixar meu comentário. Serve, Rafael? Hahaha… Espero que sim.

    A primeira coisa que faço sempre que ouço episódios pessoais (de listas, de discussão e outros), como foi esse, eu elenco mentalmente o que eu diria se participasse do programa. Como o tema sugeria livros que sambam na cara da sociedade, rapidamente pensei em dois.

    O primeiro seria “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. O segundo é o “Eu Sou um Mensageiro”. Isso mesmo. Larissa, MUITO obrigado por ter falado (quase que por mim! Hehe) desses livros no programa.

    A série do Douglas Adams, ironicamente e com bastante humor, mudou minha visão de dentro pra fora. Do como eu entendo o mundo.

    Já o livro do Marcus Zusak (assim que escreve? Haha) mudou minha forma de enxergar a mim mesmo, a pessoa que eu quero ser. Quero pensar só em mim ou me preocupar com o outro? Quero viver só a minha vida ou olhar para o lado? E foi assim que descobri como ser feliz ajudando o outro a ser feliz (e isso é realmente mais fácil do que parece).

    Enfim! Hehe… Fiquei realmente surpreso ao ver essas obras lembradas no episódio e não pude deixar de vir aqui registrar minha opinião.

    Outro livro que li pouco tempo atrás e que também samba na cara da sociedade é o “Condenada” do Chuck Palahniuk. É incrível (e bizarra) a forma com que o autor trata a efemeridade da vida, a superficialidade das coisas e a própria sociedade. É um livro que não é pra todos, mas que é bacana.

    Grande abraço e desculpe o TCC! o/

    Marcelo Zaniolo, 27 anos, Florianópolis -SC, host do LivroCast.

    • Opa, tudo bom Marcelo? Primeiramente, obrigado por ter comentado cara! Como eu disse no cast, são vários os livros que deixa nuances mas poucos são os que consegue enxergar as mesmas e carrega-las para suas respectivas vidas, como é o caso do O Guia do Mochileiro. Com relação a Condenada, eu ainda não li mas tenho bastante vontade de tanto a Anna comentar sobre, mas ao mesmo tempo eu tenho receio pois sei que o autor não pra todo mundo. Prefiro esperar e entrar no espirito da leitura rsr

      Até mais cara, abraço!

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  • Jônatas Adilson

    Jônatas, 27 anos, Recife/PE.

    Gostei muito do episódio. Alguns eu já tinha lido, mas saí com vontade de ler muitos outros, como “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo” e “O Homem Invisível”.

    Muito obrigado por enriquecerem minha lista de leituras e contribuírem com o meu aprimoramento pessoal, pois esses livros têm a capacidade de nos transformar, de nos amadurecer, de alguma forma.

    Ah! Deixo agradecimento especial ao Rafael pela dica da vez. Esse álbum conceitual sobre o Drácula está sensacional. Estou seriamente viciado em todas as faixas. Gostei tanto que fiz uma postagem sobre isso no blog de que participo (Maré Literária: http://wp.me/p5OoAV-1D), com indicação mais que merecida a esse podcast e ao episódio 64.

    Abraço.

    • Nossa cara, muito legal saber que minha recomendação geral um artigo. Muito legal seu post, curti bastante!

      Até mais e obrigado por comentar cara!

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