68 | A Função Social da Literatura


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Neste episódio, Rafael Franças (@literariocast), Anna Schermak (@annaschermak), Marcos Dorian Sá (@marcosdorian) e Mateus Lins (@mr_lins) bateram um papo sobre as funções diretas e indiretas da literatura na vida das pessoas.

 

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  • Janaina Muniz

    Bem que vocês podiam fazer uma edição com sugestões de escritores dos Estados de cada um de vocês, já que a Anna quer fazer tanto de autores paranaenses.

    • Anotada a sugestão! Um dia com certeza vai sair um programa parecido! rs

    • Anna S. Alves

      Acho uma ótima ideia de post. Obrigada Janaina!

  • Roberto Padilha

    O poeta Shane Koyczan é um exemplo de como a literatura pode ser um caminho para encontrar respostas, entender e vencer as dificuldades do mundo.

    Em 2013 ele fez essa talk no TED sobre bullying, contando sua história e sobre como a poesia salvou a vida dele. Vale muito a pena ser vista (tente não chorar)!

    http://www.ted.com/talks/shane_koyczan_to_this_day_for_the_bullied_and_beautiful

    • Com certeza eu vou dar uma olhada. Obrigado por comentar e pela sugestão Roberto! Até mais!

    • Anna S. Alves

      Vou assistir 😀

  • Maria Faria

    O depoimento da Anna sobre como a literatura a ajudou na infância foi muito interessante. E quando o Marcos disse que ONGs às vezes não acreditam na leitura como fonte de ajuda social, não acreditei! Como pode isso?! Parabéns pelo cast, edição bacana como sempre e assuntos relevantes.

    • Anna S. Alves


      Foi a coisa mais linda fazer esse cast

      • Maria Faria

        E foi bom demais de ouvir Anna, entrou para a lista dos meus preferidos.

  • Cesar Moreira de Sousa

    Tô louco pra ouvir o cast mas não consigo baixar; no link de download só carrega pra ouvir on line. O que eu faço?

    Grato

    • Vitor França

      Simples. Ao abir a página para ouvir online, clique com o botão direito do mouse no espaço preto, selecione salvar como… e pronto. Salve o arquivo mp3 e ouça logo, pois esse cast está D+.

      • Cesar Moreira de Sousa

        AGORA que tô baixando esse episódio! Valew!!

      • Cesar Moreira de Sousa

        Valeu, mano! Já tá engatilhado! Abraço

    • Anna S. Alves

      Conseguiu Cesar? Espero que o Vitor tenha conseguido te ajudar ;D
      Qualquer coisa nos avise.

      • Cesar Moreira de Sousa

        Ah!, Morei! rsrsr valeu, querida 😉

      • Cesar Moreira de Sousa

        Nossa, AGORA que to respondendo! Saquei como funciona, valeu, querida! Muito bom o trabalho de vocês! Abraço

  • Vitor França

    Esse cast foi muito show.
    Sobre as ONGs, sempre participei e vi que os jovens são iniciados no campo da informática primeiro, ignorando totalmente a leitura. Aprendem a acessar a internet, mas, ao encontrar uma matéria ou noticia não conseguem interpretar e fazer uma analise crítica. E tinha algumas buscavam doações para comprar computadores, e nenhuma buscava doações de livros. Pelo menos nas que participei.
    Abraço a todos do literário cast.

    • Anna S. Alves

      Exatamente Vitor. É difícil eles inclusive aceitarem doações =/

  • Concordo com a Anna; quando nos sentimos “incomodados” pela leitura refletimos acerca disso, nos movemos, evoluímos de uma forma de pensamento para outra. Creio ser esse um dos grandes ganhos sociais da literatura e da educação; ao meu ver a educação é interessante quando “provoca”, apresenta argumentos de diferentes opiniões, força o pensamento crítico. Porém tem que haver cuidado ao dosar isso, senão transformaremos a educação ou a leitura em doutrina, o que obviamente foge dos princípios de ambas.

    Excelente cast, pessoal!

    Um abraço!

    • Anna S. Alves

      Ótimo comentário Arquimedes ;D
      É exatamente assim ;D
      Abraços

    • Concordo 100% com você cara. É necessário que a educação “provoque” (como você falou) argumentos suficientes para o público se sentir interessado.

      Até mais! Obrigado por comentar!

  • Rodrigo Basso

    Interessante como vocês abordaram a função social da literatura numa perspectiva muito íntima. Quando penso na função dela, penso que é a mesma que o restante das artes: ajudar-nos a suportar a realidade. O mundo é objetivo demais, pragmático demais para aguentá-lo sem um pouco de beleza, de lirismo, de poesia…

    • Anna S. Alves

      Que lindo isso Rodrigo!
      É exatamente isso, a literatura não tem a função de ser real nem retratar a realidade. Ela nos ajuda a suportar a realidade.

  • Leandro Sá

    Olá, amigos do Literariocast!

    Meu nome é Leandro Sá, tenho 26 anos, moro em Nilópolis-RJ e sou professor de Literatura.

    O podcast 68 já se tornou uma das minhas edições favoritas. A função social da literatura (e da arte de forma geral) é um dos assuntos que eu mais gosto de ouvir e falar.

    Nasci numa família bem religiosa e conservadora. Porém, já bem novo, descobri aque minha atração afetiva não estava direcionada para as meninas, como a dos outros garotos com quem convivia e como todos os modelos das pessoas que estavam ao meu redor pregavam como única forma possível de relacionamento.

    Cresci nesse contexto com receio de expressar o que eu sentia por medo da rejeição dos meus pais, amigos e acreditando que, de alguma forma, eu deveria me reprimir como forma de evitar retaliações. (Claro que essa consciência não existia na época, mas era um instinto de auto-preservação). Cogitava, inclusive, casar com uma mulher-por mais que eu soubesse que essa seria uma vida mentirosa- só para dar uma satisfação à sociedade e não ser visto como aquilo que é o alvo de todas as ofensas “bixa, viado, boiola”usadas para desqualificar um homem que não corresponde ao padrão de virilidade esperado pela sociedade.

    Ciente de que ser gay não é uma escolha (até porque não acredito que alguém escolheria o lado mais difícil) descobri, já no Ensino Médio, numa publicação voltada ao público LGBT, as crônicas de dois escritores aos quais sempre serei grato: João Silvério Trevisan e André Fischer. A leitura dos textos dos dois me levou a refletir sobre o que eu sempre senti e me tirou algumas angústias embutidas pela minha criação.

    Logo depois, descobri um livro chamado “O Terceiro Travesseiro” escrito por Nelson Luiz de Carvalho. A identificação foi imediata: dois amigos adolescentes se descobrem apaixonados e resolvem lidar com isso, enfrentam a recusa da família e precisam lutar contra toda a discriminação. Sei que parece um tanto clichê, mas foi exatamente o que eu precisava ler na época. Não o leio há mais de dez anos, mas mantenho uma memória bem positiva do livro e do quanto ele foi importante pra mim.

    Descobrir a obra de Nelson Rodrigues foi outro fator libertador. Destaco os contos de “A vida, como ela é…” e a peça teatral “O Beijo no Asfalto” como obras que me mostraram o quanto a nossa sociedade é cheia de pessoas que também não se enquadram no padrão vendido como perfeito e do quanto padronizar uma questão como a sexualidade é uma atitude nociva.

    De lá pra cá, leituras como “O Retrato de Dorian Gray” e “O Crime do Padre Amaro”, somadas a outras produções artísticas como o cinema e a música, além do meu contato com os movimentos socias, me fizeram o que eu sou hoje: assumido e militante pela igualdade para as minorias e pelas liberdades individuais. E a literatura tem parte fundamental nesse processo.

    Enfim peço desculpas pelo comentário longo, mas é que vocês não poderiam ter acertado tanto no tema. Continuem com o excelente trabalho.

    Abraços!

    • Gislaine Caprioli

      Eita, quedê o botão “curtir” quando se precisa dele?
      Leandro, darei uma de intrometida aqui para dizer que gostei muito do seu comentário! Sempre fico muito satisfeita quando leio sobre alguém que tem mudanças importantes na vida por causa da literatura. 😀

      • Leandro Sá

        Tranquilo, Gislaine! Fico feliz de você ter gostado do comentário. Ele é um resumo da minha relação com a literatura.

    • Nossa cara, muito legal seu depoimento. Sem dúvida nenhuma abriu muito mais minha cabeça com relação a função da literatura. O que pensava inicialmente era que em todos os casos, ou a maioria, se dava por meio de um isolamento parecido com o que a Anna citou no programa. Sua história com a literatura é muito bonita e singular e com certeza devem haver várias pessoas que se identificando agora com ela. Muito obrigado por comentar e deixar a sua história! Até mais cara!

      • Leandro Sá

        Valeu, Rafael! Que bom meu comentário ter te dado outra visão sobre o tema. Ouvi o cast pela terceira vez hoje e fico feliz em poder contribuir.

  • Gislaine Caprioli

    Esta foi uma das edições mais gostosas de ouvir, muito amor! 😀

    Sou uma leitora de infanto-juvenis de 24 anos de idade. Às vezes é difícil convencer as pessoas de que não temos “validade” para esse tipo de livro. Acho bacana como muitos autores de infanto-juvenis trabalham ideias e temas “adultos” para os leitores, temas como corrupção, manipulação política, discriminação, entre outros. Muitos desses livros plantam aquela sementinha para que o leitor depois busque compreender mais profundamente um tema e torne-se uma pessoa mais profunda também. Função social-formadora importante!

    Uma vez vi uma citação de um autor comparando a leitura com o uso de drogas: começou com livros mais leves, para curtição, e terminou com “drogas” mais pesadas – infelizmente, não lembro de quem era a citação. É uma comparação perfeita, é dessa maneira que me sinto e é como vejo outras pessoas-leitoras.

    Como uma pessoa é quem é devido a elementos internos e externos, para mim, a maior função da literatura é formação pessoal: aquele livro que fala com você de alguma maneira e te faz enxergar mais e melhor o mundo, as pessoas e nós mesmos.

    P.S.: Anna, também fiquei emocionada com o seu depoimento. Fico feliz de saber que você teve amigos de papel para lhe ajudar a passar pelos maus momentos e que conseguiu tirar lições boas de lá. S2

    P.S. 2: Marcos citando os nomes de alguns autores nacionais que amo: A-D-O-R-E-I!

    Um grande abraço e beijo e muito sucesso para vocês!

    • Como já falamos em edições anteriores: não podemos desmerecer a leitura de obras infanto-juvenis pelo simples falo de elas poderem ser a porta de entrada de leituras mais “densas” futuramente. A comparação com drogas exemplifica exatamente isso! Obrigado por comentar Gislaine! Até mais!

  • Gislaine Caprioli

    Esta foi uma das edições mais gostosas de ouvir, muito amor! 😀

    Sou uma leitora de infanto-juvenis de 24 anos de idade. Às vezes é difícil convencer as pessoas de que não temos “validade” para esse tipo de livro. Acho bacana como muitos autores de infanto-juvenis trabalham ideias e temas “adultos” para os leitores, temas como corrupção, manipulação política, discriminação, entre outros. Muitos desses livros plantam aquela sementinha para que o leitor depois busque compreender mais profundamente um tema e torne-se uma pessoa mais profunda também. Função social-formadora importante!

    Uma vez vi uma citação de um autor comparando a leitura com o uso de drogas: começou com livros mais leves, para curtição, e terminou com “drogas” mais pesadas – infelizmente, não lembro de quem era a citação. É uma comparação
    perfeita, é dessa maneira que me sinto e é como vejo outras pessoas-leitoras.

    Como uma pessoa é quem é devido a elementos internos e externos, para mim, a maior função da literatura é formação pessoal: aquele livro que fala com você de alguma maneira e te faz enxergar mais e melhor o mundo, as pessoas e nós mesmos.

    P.S.: Anna, também fiquei emocionada com o seu depoimento. Fico feliz de saber
    que você teve amigos de papel para lhe ajudar a passar pelos maus momentos e que conseguiu tirar lições boas de lá. S2

    P.S. 2: Marcos citando os nomes de alguns autores nacionais que amo: A-D-O-R-E-I!
    Um grande abraço e beijo e muito sucesso para vocês!

  • Pessoal, até hoje estou encantado com a discussão e fico muito feliz que tenham gostado. No que depender da gente, vamos produzir mais e mais com tanta emoção pra passar a real necessidade da Literatura em mundo que anda tão banal. Agradeço, imensamente, a todos pelas escutadas… E vamos que vamoooosssss…

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  • Isabela O.

    Podcast adorável e interessante. A literatura sempre foi e sempre será uma das coisas mais importantes criadas pelo ser humano. Uma sociedade não pode evoluir ou sequer existir sem a mínima influência da literatura, ela sempre estará presente.

  • Isabela O.

    E eu discordo da sua colocação de que os autores brasileiros não seguem ‘moda’ e não se vendem seguindo as modas dos best sellers. MUITOS fazem isso, mas não se tornam grandes best sellers tão facilmente quanto os autores de fora.