93 | A representatividade na literatura


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Neste episódio, Rafael Franças (@literariocast), Mateus Lins (@mr_lins) e Larissa Siriani (@LarissaSiriani) bateram um papo sobre a representatividade (ou diversidade) na literatura e em outras mídias.

 

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  • Rodrigo Basso

    Muito boa essa leva de podcasts discutindo a representatividade na literatura. O Caubuloscast fez recentemente um episódio sobre o tema também, mas focado mais na questão racial. Isso mostra como essa discussão está ganhando mais destaque, principalmente quando as grandes mídias decidem começar a tocar na questão como no caso no novo Star Wars.
    Na literatura nacional, a diversidade sexual é pouco trabalhada, mas existe. “O Ateneu”, do Raul Pompeia discute esse tema, apesar de estar distante da nossa realidade atual; e recentemente eu li Exorcismos, “Amores e uma Dose de Blues”, do Eric Novello, que não faz uma discussão sobre a sexualidade, mas traz um protagonista que não é heterossexual, o que por si só já trabalha a questão da representatividade.

    Parabéns pelo programa! Só achei um tiquinho curto, mas tudo bem.

    • Olá, tudo bem Basso? Pois é cara, esse é um tema que PRECISAMOS discutir. Infelizmente eu ainda não escutei o Cabulosocast sobre, mas irei em breve. Sobre o livro do Eric Novello, eu escuto bastante sobre ele (coisas boas) mas ainda não tive a oportunidade de lê-lo. Pois é, como tivemos uma discussão geral sobre o assunto, pretendemos lançar algo mais específico futuramente. Obrigado por ouvir e comentar cara! Até mais!

  • Mega Mendigo

    Mais um ótimo programa, com um papo superbacana e extremamente importante.

    Nos tempos atuais, fico pensando bastante a respeito do tema representatividade. Recentemente, o filme “Êxodo”(e alguns outros, como o nacional “Os Dez Mandamentos”), geraram algumas conversas interessantes de representatividade. Foi indagado: Por que a realeza desses filmes, bem como boa parte dos coadjuvantes, são majoritariamente não-negros, sendo que os povos dessas regiões eram?

    Ouvi(e li) a conveniente resposta: “é apenas uma adaptação! Na arte cinematográfica, não necessariamente deve haver obrigação na fidelidade dos fatos”.

    Fiquei pensativo depois disso, e comecei a analisar alguns tipos de papéis nas quais os negros normalmente são bem “aceitos”: Em filmes de época, como nos que retratam o “Brasil colônia”, são escravos; Contemporaneamente, são em sua maioria pobres, bandidos, trambiqueiros, empregadas domésticas, porteiros*, e por aí vai.

    Quando é pedido, ou ocorre de um negro fazer um papel como empresário bem sucedido, ou um nobre que vem de outro país, ou qualquer outra coisa que saia de seu estereótipo habitual, a pergunta inconsequente surge: “Mas isso não é incoerência? Num filme da época da escravidão, é muito esquisito se o negro for outra coisa senão escravo!”

    Aí então eu me indago: Por que a tal arte não pode funcionar nesse caso acima? Por que tem de haver fidelidade histórica para o papel de negro como escravo, mas não como figura importante nas dinastias negras do Egito antigo?

    São essas incoerências que não me descem muito!

    *Obs: Não há problema algum em exercer qualquer uma das profissões por mim citadas. O problema mesmo é a obrigatoriedade em só ter elas para escolher!

  • Mais um ótimo programa, com um papo superbacana e extremamente importante.

    Nos tempos atuais, fico pensando bastante a respeito do tema representatividade. Recentemente, o filme “Êxodo”(e alguns outros, como o nacional “Os Dez Mandamentos”), geraram algumas conversas interessantes de representatividade. Foi indagado: Por que a realeza desses filmes, bem como boa parte dos coadjuvantes, são majoritariamente não-negros, sendo que os povos dessas regiões eram?

    Ouvi(e li) a conveniente resposta: “é apenas uma adaptação! Na arte cinematográfica, não necessariamente deve haver obrigação na fidelidade dos fatos”.

    Fiquei pensativo depois disso, e comecei a analisar alguns tipos de papéis nas quais os negros normalmente são bem “aceitos”: Em filmes de época, como nos que retratam o “Brasil colônia”, são escravos; Contemporaneamente, são em sua maioria pobres, bandidos, trambiqueiros, empregadas domésticas, porteiros*, e por aí vai.

    Quando é pedido, ou ocorre de um negro fazer um papel como empresário bem sucedido, ou um nobre que vem de outro país, ou qualquer outra coisa que saia de seu estereótipo habitual, a pergunta inconsequente surge: “Mas isso não é incoerência? Num filme da época da escravidão, é muito esquisito se o negro for outra coisa senão escravo!”

    Aí então eu me indago: Por que a tal arte não pode funcionar nesse caso acima? Por que tem de haver fidelidade histórica para o papel de negro como escravo, mas não como figura importante nas dinastias negras do Egito antigo?

    São essas incoerências que não me descem muito!

    *Obs: Não há problema algum em exercer qualquer uma das profissões por mim citadas. O problema mesmo é a obrigatoriedade em só ter elas para escolher!

    • Opa, tudo bem Fabricio? Fico feliz que tenha gostado. Essas incoerências que citou é o que mais acontece, mas poucas pessoas param para pensar sobre (infelizmente). Obrigado por nos ouvir e pelo seu belo comentário. Até mais!

  • Ludmila F.

    Olá! Excelente episódio, como sempre. É bem difícil o caminho da representatividade. A personagem Rue, de Jogos Vorazes, foi representada no filme por uma atriz negra, o que causou indignação em alguns fãs. No livro, sabia-se apenas que era uma criança…
    Naquele filme “Faroeste Cabloco”, algumas pessoas estranharam um ator negro no papel-título. MAS, a música fala CLARAMENTE que a personagem sofre discriminação “por causa de sua classe e sua cor”…
    É que são séculos de uma literatura que não representou minorias como protagonistas, então, essa nova história ainda tá só começando.
    A imagem loira de olhos azuis que passou a representar o personagem principal do livro mais vendido no mundo diz o tamanho da estrada a percorrer…
    Ludmila
    Brasília, servidora pública.

    • Olá, tudo bem Ludmila? Como você citou, existem diversos exemplos na cultura pop que acontece a não-representatividade mas as pessoas anão param para pensar a respeito. Concordo contigo que ainda é uma longa estrada a percorrer. O importante é não perder a esperança rs =/

      Até mais e obrigado por ouvir/comentar!

  • Ludmila F.

    Nas histórias (principalmente infantis), as deficiências físicas ou mentais são sempre características marcantes nos vilões (corcundas, amputações, déficit intelectual) ou são a “punição” para os vilões (ficam cegos, amputados, etc).
    O cinema, então, sempre adorou isso… Novelas brasileiras não ficaram atrás.
    Essa é a representatividade que sobra p pessoas que lutam uma batalha por dia por conta de suas deficiências.

  • Priscila Rangel

    Gostaria apenas de ressaltar que o termo “homossexualismo” usado pelo Rafael no episódio 93 não está correto. O sufixo ISMO designa doença, e o termo está errado desde que a a homossexualidade (termo correto) deixou de ser assim considerada.

    • Muito obrigado pela correção!

    • Sergio Casas

      Priscila, desculpa o ignorante aqui mais pq sufixo ISMO designa doença? Não conhecia essa referencia.

      • Priscila Rangel

        Olá Sérgio, designa doença neste caso. Mas pode designar também fenômeno linguístico, sistema político, religião, esporte ou ideologia.

      • Priscila Rangel

        Foi bom você ter questionado, resolvi consultar o bom e velho pai dos burros, e ele considera os dois termos. Então retiro o que disse, realmente não está incorreto. Apenas talvez não soe de bom tom para as pessoas homoafetivas, pela própria origem do termo… 😉

        • Obrigado por esclarecer Priscila.

          • Adriana Rodrigues

            Sim, homossexualismo designa doença, o correto é homossexualidade, pois conota igualdade.

  • Sergio Casas

    Mais um post superbacana, com um tema muito interessante.

  • Olá! Gostei muito do cast, esse tema é ótimo e precisa ser debatido cada vez mais em diferentes contextos. Discordo da fala de que falta material produzido pelas “minorias”. Eu mesma trabalho com literatura negra e tem muita coisa sendo produzida sobre isso. Temos dificuldades com a distribuição, temos dificuldades de acesso às mídias pra fazer esse material chegar ao grande público, mas tem muitos autores produzindo conteúdo.

    Como o Basso falou, o CabulosoCast falou sobre racismo na literatura há pouco tempo, eu participei do cast e falei lá sobre a produção literária negra e o quanto existe de material publicado por autores negros e com protagonismo negro.

    Muito boa a ideia de falar sobre cada nicho, dar visibilidade e espaço para literatura negra, pra literatura lgbtt, pra literatura que dá visibilidade à obesos, deficientes, e todas as outras pessoas que não são devidamente representadas na literatura.

    Parabéns pela iniciativa!

    Luciana Bento
    socióloga e livreira da InaLivros.

    • Eu ainda não ouvi o CabulosoCast, mas agora estou bastante motivado. Muito obrigado pela correção da nossa fala durante o programa. Até mais e obrigado por ouvir/comentar!

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